A situação da dengue em Cachoeiro de Itapemirim acendeu um sinal de alerta. Durante a sessão ordinária desta terça-feira (05), o secretário municipal de Saúde, Vilson Carlos Gomes Coelho, esteve no plenário a convite do vereador Ramon Silveira para apresentar dados atualizados e chamar a atenção para os riscos da doença no município.
Segundo o secretário, o monitoramento é feito semanalmente com base nos atendimentos registrados em hospitais e unidades de saúde. Os números mais recentes mostram uma tendência de crescimento: na 15ª semana epidemiológica foram notificados 78 casos de dengue. Já na 16ª semana, o número saltou para 169 casos e, na semana seguinte, foram registrados 154 casos. “Os dados indicam uma estabilização, mas ainda com sinal de crescimento. É um termômetro importante que nos alerta para a necessidade de atenção”, destacou.
Vilson Coelho também chamou a atenção para os impactos da doença no sistema de saúde, principalmente em casos mais graves, que podem evoluir rapidamente e exigir internação hospitalar.
Ele explicou que, embora o atendimento inicial seja realizado nas unidades de saúde do município, os casos que necessitam de internação dependem da regulação estadual. Com isso, pacientes podem ser encaminhados para hospitais em outras cidades, o que gera uma série de dificuldades.
“Muitas vezes essa vaga não é em Cachoeiro, mas em municípios distantes. Isso causa transtornos para as famílias e também custos para a Prefeitura, que precisa fazer o deslocamento dos pacientes”, pontuou.
O secretário ressaltou que esse cenário não é exclusivo da dengue, mas se repete em outras situações de saúde que exigem atendimento de maior complexidade, como a hemodiálise.
Diante desse contexto, Vilson Coelho reforçou que a prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar o avanço da doença. Ele pediu o apoio dos vereadores no trabalho de conscientização junto à população. “Temos 19 vereadores, cada um com seus assessores, e vocês podem nos ajudar nesse trabalho de prevenção. A doença é perigosa e pode levar ao óbito. Precisamos nos cuidar”, alertou.
Entre as ações realizadas pelo município, o secretário destacou o trabalho contínuo do carro fumacê e das equipes de agentes de endemias. No entanto, ele enfatizou que o poder público não consegue agir sozinho. “A participação da população é fundamental. Ainda vemos lixo e entulho sendo descartados de forma irregular, além de água parada dentro das residências. São pequenos descuidos que podem se tornar criadouros do mosquito”, explicou.
O secretário finalizou reforçando que atitudes simples podem fazer a diferença no combate à dengue, reduzindo a proliferação do mosquito transmissor e, consequentemente, o número de casos na cidade.






