César Magalhães e seu Styllus de uma grande vida

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César Magalhães e seu Styllus de uma grande vida. Antônio César Magalhães Ferreira, nasceu no dia 13 de junho de 1971. Ele é o sétimo filho de Altino José Ferreira, comerciante e Célia Magalhães Ferreira, professora. César viveu sua infância, adolescência e fase adulta na rua Sergipe, centro de Divinópolis- MG, onde, desde cedo tinha uma legião de amigos. Estudando no Colégio São José e São Geraldo, escola dirigida por irmãs de caridade e bem rígido com sua doutrina escolar, César sempre foi um aluno irrequieto e que tinha a simpatia gratuita dos professores. Ele mesmo gostava de se definir como um “menino dentuço, magro e muito hiperativo”. Trazia na bagagem as falas do seu avô: “CALA BOCA MENINO!! VOCÊ FALA DEMAIS!”. Sim! Ele falava muito.

No aprendizado, nunca foi, nem de perto, dos melhores alunos da escola onde teve uma infância e adolescência marcada por muito bullying que lhe fazia se sentir excluído. No entanto, dois laços de amizade leal e verdadeira dos amigos Paulo Grossi e Juliano Gonçalves o fazia se sentir valorizado. Até hoje, em sua memória, se lembra do sentimento de ser excluído da convivência de grupos de amigos porque eles não entendiam seu jeito hiperativo, e seu grande companheiro era seu quarto solitário onde observava as festas de aniversários e, como todo pré-adolescente, louco para estar lá com os amigos, não entendia essa rejeição com seu jeito diferenciado.

A vida seguiu…E de uma casa agitada pela convivência de nove pessoas sob um mesmo teto, a casa foi se esvaziando e o núcleo familiar diminuindo com os casamentos de seus irmãos. O pai, dono de um gênio forte e sem muita abertura para o diálogo, só conseguia se abrir mais para uma conversa com ele, quando o assunto era CRUZEIRO, seu time do coração. A mãe se desdobrou a vida inteira para cuidar dos sete filhos, era um exemplo de amor passando a todos a lição de como ser forte e vencer os desafios da vida.

Num certo dia, a caminho da escola, com seus 14 anos de idade, algo lhe chamou atenção. César Magalhães viu colado, num poste, um cartaz para uma excursão de um jogo do Cruzeiro x Juventude, no Mineirão. Na mesma hora, pensou em ir mas tinha um problema, precisava ter ao seu lado a companhia de uma pessoa maior de idade. O primeiro desafio foi convencer seu irmão Edson a levá-lo ao Mineirão. Tanto ‘buzinou’ no ouvido dele que conseguiu seu intento. E lá foi ele para a sua primeira vez a um estádio de futebol. Seu coração pulou na boca, seus olhos estatelaram, sua cabeça virou de vez quando viu a energia enlouquecedora, arrebatadora da torcida Máfia Azul. Foi paixão à primeira vista! A partir dali estava selada uma história de amor azul.

César Magalhães tem uma marca pessoal que é digna dos grandes heróis: transforma o desafio em conquista, a rejeição em sedução e a crítica em estímulo para chegar no primeiro lugar. Nunca se deixou abater pela exclusão dos amigos. Pelo contrário, passou a ampliar seu círculo de amizades com uma estratégia simples e eficaz: humildade, alegria, positividade e lealdade aos amigos. Dono de um sorriso largo e uma comunicação sedutora, César Magalhães usou sua capacidade de “falar muito” para conquistar aliados. E o moço, conseguiu mais que aliados. Arrumou uma legião de admiradores, principalmente os participantes da torcida organizada do seu time do coração.

De simples torcedor, César Magalhães se transformou num organizador de viagens para ver os jogos do Cruzeiro. Aprendeu a tocar instrumentos que faziam parte da bateria da Torcida onde ganhou destaque. Nesse período da sua vida foram centenas de idas aos estádios de futebol em Minas e outros estados acompanhando as grandes conquistas e taças do Cruzeiro. Até hoje ele não se esquece do jogo da decisão de um campeonato mineiro entre Cruzeiro e Vila Nova onde a torcida cruzeirense levou nada mais nada menos para Nova Lima mais de 100 ônibus. No jogo de volta, que ele também esteve presente, em Belo Horizonte, o Cruzeiro estabeleceu o recorde absoluto de lotação do Mineirão com mais de 132 mil presentes.

Ao participar da gravação do clipe do Skank, “Uma partida de Futebol”, em que ele tocou um surdão dentro da torcida da Máfia convidada a participar do clipe, César Magalhães teve a ideia de organizar um bloco de carnaval em Divinópolis. Essa experiência foi desafiadora, o bloco da torcida cruzeirense criado por ele não chegou a completar o desfile por dois fatores: o caminhão deu problema na saída da avenida e os participantes se envolveram em confusões com a torcida adversária.

A maturidade foi dando a ele um senso de responsabilidade maior na vida. César Magalhães passa a trabalhar com seu irmão, Walter Magalhães Ferreira, no escritório de Contabilidade, depois passa outros escritórios, busca oportunidade de trabalho em uma loja de revendas de portas e janelas. No entanto, seu espírito empreendedor e irrequieto lhe mostra que ele não nasceu para andar atrás mas na frente dos demais. Com coragem, abre uma vídeo-locadora, na época de fitas videocassete chegando a abrir lojas em Cláudio e Carmo da Mata. Com o surgimento dos DVDs as vídeo-locadoras se tornaram pouco atrativas financeiramente fazendo-o fechar as lojas.

Vislumbrando nova possibilidade financeira voltou novamente sua atenção para o seu time do coração, o Cruzeiro, e resolveu abrir a Boutique Planeta Azul (uma lojinha que revendia produtos do Cruzeiro). Comunicativo e acompanhando o segmento da comunicação onde passou a ter um grande círculo de amigos, abriu um jornal quinzenal que também se chamava JORNAL PLANETA AZUL. Nasceu ali a sua admiração pela área da comunicação impressa. Com o destaque do seu jornal, César Magalhães também atuou na equipe de vendas de publicidade do Jornal Agora e Folha da Cidade.

Na área da comunicação, um encontrou com o jornalista e advogado, Flávio Ramos, mudaria em definitivo o rumo da sua vida. César passou a integrar a equipe do jornal Primeira Página de propriedade do jornalista. Um momento significativo foi quando, para o jornal Primeira Página, montou um caderno especial para o Dia das Mães conseguindo grande rentabilidade o que lhe permitiu presentear seus pais publicando uma página inteira destacando “seus velhinhos”.

O jornal Primeira Página foi transformado na primeira revista periódica e colorida de Divinópolis se tornando um estrondoso sucesso publicitário. Atuando como colunista social e alçado à condição de Diretor Comercial da Revista STYLLUS, César Magalhães ganhou notoriedade na cidade ao também passar a realizar eventos sociais e desfiles de moda. Ampliando sua atuação na área, César iniciou em Comunicação Social pela PUC MINAS. Após a experiência na Styllus, também trabalhou na revista Ápice, no Jornal Pergaminho na cidade de Arcos e no Jornal Magazine de Cibele Leite em Divinópolis.

Buscando ampliar sua experiência de vida, resolveu conhecer mais o mundo e passou por Milão, Itália, Leiria e Lisboa, Portugal. No Velho Mundo, escreveu para jornais portugueses.

O destino sorriu para César Magalhães, quando, tendo voltado ao Brasil, no Réveillon de 2005, em Marataízes, no estado do Espírito Santo, conheceu aquela que se tornaria sua esposa, Rosemeri Oliveira. Ao lado do amor da sua vida, muda-se para Cachoeiro de Itapemirim-ES e monta a REVISTA STYLLUS, mesmo nome do veículo em que trabalhou em Divinópolis com foco no público feminino. Em pouco tempo, César transformou a revista Styllus, tornando-a destaque regional e com circulação nas cidades: Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Venda Nova, Marataízes e Muqui no Espírito Santo.

Percebendo potencial na revista, César Magalhães resolve levar a publicação para terras cariocas e lá foi ele rumo à expansão nacional. Celebrou parceria com o fotógrafo Helmut Hossmann, publicando os ensaios de capa com celebridades, entre elas: Anitta, Ludmilla, Carla Diaz, Lexa, Perlla, Letícia Wiermann, Nicole Bahls entre outras personalidades de destaque da cena artística brasileira ou do mundo fashion. A revista é celebrada no meio social recebendo atenção de programas destacados como o TV FAMA.  A Styllus se tornou a queridinha e já foi lançada também no “MIRROR FASHION DAY” tradicional evento de moda que acontece anualmente no Copacabana Palace no RJ. A repercussão da revista fez o adolescente que sofria bullying em Divinópolis a se tornar um profissional de destaque da mídia no Rio de Janeiro tendo a honra de ser homenageado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro como Carioca do Ano.

Recentemente, César Magalhães foi surpreendido ao ver a revista Styllus sendo lembrada no documentário da cantora Ludmilla, ao ar pela Globoplay, em que ela cita e mostra a Styllus como a sua primeira capa de revista. Com o sucesso da revista no Rio, depois de 14 anos de publicação da revista, agora ela chega ao cenário paulista tendo sido realizado belo coquetel de lançamento em uma boate nos Jardins, um dos mais requintados bairros de São Paulo.

A pandemia fez com que a revista passasse a ter uma presença mais forte no on line, o que está contribuindo muito para que ela tenha um alcance mais rápido em nível nacional e internacional alinhando o portal próprio aos canais e redes sociais mais acessadas: Youtube, Instagram, Facebook, Tik Tok e Twitter para continuar levando o lema que César Magalhães carrega consigo no seu dia a dia: A PROCURA DA BATIDA PERFEITA. Como ele mesmo diz: – Só posso dizer que vivi e ainda estou vivendo uma bela batalha onde o passado estará sempre presente na educação que meus pais me deram e o futuro que só pertence a Deus.

Vá brilhar, César Magalhães!

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