Registros migratórios recentes apontam que o senador Flávio Bolsonaro utilizou um passaporte diplomático para formalizar sua entrada nos Estados Unidos. O parlamentar, que disputou o pleito presidencial brasileiro e não obteve êxito, desembarcou em solo norte-americano acompanhado de sua família durante a manhã.
A viagem ocorreu em meio a determinações judiciais emitidas no Brasil. Dias antes do desembarque, o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a entrega de todos os documentos de viagem do parlamentar em um prazo específico, apontando que o item diplomático já constava como cancelado.
Registros de imigração confirmam uso de documento diplomático
Os sistemas oficiais de controle de fronteira dos Estados Unidos comprovaram que o documento consular foi apresentado no momento da admissão no país estrangeiro. Esse tipo de identificação é comumente concedido a autoridades federais e congressistas durante o exercício de suas funções institucionais.
A movimentação internacional do grupo familiar incluiu passagens por outros países e o uso de diferentes nacionalidades. Anteriormente, ao deixar a Argentina com destino ao território norte-americano em uma aeronave particular, o senador havia apresentado um passaporte de origem europeia, conforme apuração veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Deslocamento familiar e contexto da viagem internacional
Durante o trajeto em voo privado, a esposa do político, Fernanda Bolsonaro, utilizou a documentação de identificação nacional emitida pelo governo brasileiro para realizar os trâmites de imigração.
O deslocamento para o exterior contou ainda com a presença das duas filhas do casal. A situação gerou repercussão política devido à ordem de restrição de circulação e entrega de documentos expedida pela mais alta Corte de justiça do país.
Fonte: folhavitoria.com.br


