21/06/2022 às 15h21min - Atualizada em 22/06/2022 às 00h00min

Como é diagnosticada a Coqueluche e quem está em risco?

Pneumologista do São Cristóvão Saúde explica os sintomas e o tratamento da doença

SALA DA NOTÍCIA Fernanda Martinelli
São Cristóvão Saúde
A coqueluche, também chamada de tosse comprida, é uma infecção respiratória aguda causada pela bactéria Bordetella pertussis, que se hospeda no nariz, boca e garganta e é transmitida por gotículas de saliva expelidas durante a tosse, espirros e fala. Porém, mais raramente pode ser transmitida por fômites, objetos inanimados que transportam micro-organismos, como talheres e copos. A bactéria está presente em todo o mundo e, pela semelhança dos sintomas da coqueluche com os de outros tipos de doenças, o diagnóstico é dificultado e, muitas vezes, obtido em casos mais avançados, o que compromete o tratamento do paciente.  

Médico pneumologista do São Cristóvão Saúde, o Dr. Nelson Morrone Junior afirma que a doença pode se estender de 45 a 90 dias: Os sintomas mais característicos são tosses com guincho, podendo ocorrer febre, coriza e mal-estar generalizado. Pode acometer qualquer faixa etária, mas a contração é mais perigosa em crianças de baixa idade. Como complicações, temos pneumonia, otite e convulsões”.  

O diagnóstico é feito por swab oral (cotonete grande, passado na garganta para coletar amostra), tanto por cultura com isolamento da Bodetella ou exame do PCR do DNA da bactéria positivo. “O tratamento é realizado com antibiótico da classe dos macrolídeos (Azitromicina e Claritromicina) e deve ser iniciado nos primeiros dias de sintomas. Embora a tosse possa persistir por cerca de 1 mês, mesmo com o tratamento, os cuidados médicos diminuem muito a transmissibilidade da doença”, diz Dr. Nelson Morrone. 

Quarentena

Como medida de segurança para inibir o contágio de outras pessoas, o paciente acometido deve fazer o isolamento respiratório, distanciamento, usar máscaras e evitar tossir e espirrar sem proteger a boca. De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas aparecem, em média, de 5 a 10 dias desde o momento da infecção – o que pode variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias.  

A morbidade da coqueluche no país já foi elevada, mas esse número caiu abruptamente a partir de 1983 e mantém, até os dias atuais, tendência decrescente. Ainda segundo dados públicos, no início da década de 1980 eram notificados mais de 40 mil casos anuais da doença, e o coeficiente de incidência era superior a 30/100.000 habitantes. A partir de 1995, observou-se um declínio do número de casos e aumento da cobertura vacinal, o que foi acentuado de 1998 em diante, resultando na mudança do perfil epidemiológico da coqueluche no país. 

Desse modo, a vacinação continua sendo a melhor forma de prevenção, conforme aponta o pneumologista do São Cristóvão: “A vacina é a tríplice (DTP), que é fornecida em 3 doses - aos 2 meses, 4 meses e 4 anos de idade -, e faz parte do calendário obrigatório de doses vacinais no Brasil, o que talvez explique a diminuição dos casos nos últimos 40 anos. Gestantes devem tomar uma dose da vacina do tipo adulto (dTpa) a partir da 20ª semana a cada gestação”. 

A imunidade, porém, não é permanente. Em média, entre 5 e 10 anos após a última dose da vacina, a proteção está baixa ou inexistente. “Em adultos, os casos costumam ser mais leves e podem ser confundidos com resfriados comuns”, comenta o especialista, salientando a importância do diagnóstico para evitar ou diminuir a transmissão. Atualmente, a letalidade da doença é mais elevada no grupo de crianças menores de um ano, particularmente naquelas com menos de seis meses de idade, que concentram quase todos os óbitos por coqueluche.   
Sobre o Grupo São Cristóvão Saúde
Administrado pela Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão, o Grupo São Cristóvão Saúde possui 10 Unidades de Negócio, que englobam: Hospital e Maternidade, Plano de Saúde, Centros Ambulatoriais, Centro Cardiológico, Centro Laboratorial (CLAV), Centro Endogástrico (CEGAV), Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS), Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP Dona Cica) e Filantropia. Referência em saúde, na cidade de São Paulo, a Instituição completou 110 anos em dezembro de 2021. O Grupo promove uma grande modernização e expansão em sua estrutura física e tecnológica, investindo em equipamentos, certificações e profissionais qualificados. Atualmente, o complexo hospitalar conta com 309 leitos, além de oito Centros Ambulatoriais, que realizam milhares de consultas, proporcionando qualidade assistencial às mais de 156 mil vidas do Plano de Saúde e 16 mil vidas do Plano Odontológico.

 O Grupo São Cristóvão Saúde tem como Presidente/ CEO o Engº Valdir Pereira Ventura, responsável pelas Unidades de Negócio e, desde 2007, atuando à frente das decisões Institucionais. 

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