26/05/2022 às 18h39min - Atualizada em 26/05/2022 às 18h39min

Glaucoma: médico de Cachoeiro fala sobre a doença que pode causar cegueira irreversível

Médico alerta que a pandemia causou redução no número de diagnósticos precoces da doença

Esta quinta-feira (26) é o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma. A doença é silenciosa, caracterizada pela perda gradual da visão por causa da degradação do nervo óptico e, no mundo, é a causa mais comum de cegueira irreversível junto com diabetes e doença macular relacionada à idade. Dados do Ministério da Saúde apontam que quase 1 milhão de brasileiros sofrem com a doença, mas o número pode ser ainda maior, se levarmos em consideração os pacientes que têm glaucoma ainda não diagnosticado. 
 
Se identificado de forma precoce, o problema pode ser tratado adequadamente e, dessa forma, a visão do paciente pode ser preservada. Por isso a avaliação rotineira é tão importante. O problema é que, com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, muitos pacientes deixaram de ir ao médico para suas consultas de rotina, o que teve impacto direto no diagnóstico precoce de várias doenças, inclusive do glaucoma.  

“Em 2021, a Unicamp publicou um estudo sobre o impacto da pandemia no serviço de oftalmologia da instituição. O resultado apontou, entre outros dados, uma redução de 90% em relação a consultas periódicas e exames de campo visual. Ou seja, com base nos dados já coletados, concluímos que pode ter havido uma diminuição da quantidade de diagnóstico de glaucoma no período”, alerta o médico oftalmologista da Unimed Sul Capixaba, Patrick Bitencourt.


Como identificar o glaucoma

O médico oftalmologista Patrick Bitencourt, da Unimed Sul Capixaba, alerta que existem casos de glaucoma que podem ter uma causa específica diagnosticada e são chamados glaucomas secundários. Mas também existem os glaucomas primários, que são aqueles de causa desconhecida. E, como o diagnóstico precoce é fundamental, estar atento aos fatores de risco é a chave para evitar o avanço silencioso da doença. “Ela tem maior incidência em pessoas com idade acima de 40 anos. Outros pontos a serem considerados são histórico familiar de glaucoma, diabetes tipo 2, miopia ou hipotireoidismo, pessoas de raça negra e latina-hispânica, além de pessoas do sexo masculino”, descreve o especialista. 

Tratamento

Uma vez que a doença foi identificada, o médico oftalmologista definirá o tratamento adequado levando em consideração as variáveis da doença, como o tipo do glaucoma e o dano no momento do diagnóstico. O tratamento pode ser feito com colírios ou com cirurgia. “O glaucoma é uma doença crônica, mas pode ser controlada de modo satisfatório, seja com tratamento clínico ou cirúrgico”, finaliza o médico.
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