05/05/2022 às 11h32min - Atualizada em 10/05/2022 às 00h00min

Dia das Mães – o melhor presente é ser rede de apoio

Professora e psicanalista fala sobre como a saúde mental materna pode ser impactada pelo excesso de cobrança da sociedade em relação às mães

SALA DA NOTÍCIA Assessoria de Imprensa
São Paulo, 03 de maio de 2020 – Maio é o mês das mães e, com ele, surgem ofertas de produto de todos os tipos para que os filhos possam presentear suas matriarcas e homenageá-las. Apesar do gesto de carinho ser bem-vindo, é importante aproveitar a data para levantar uma questão que ainda é tabu em nossa sociedade: a saúde mental materna.

“Nossa cultura projeta uma imagem para a mãe ideal, na qual a maternidade e felicidade caminham de mãos dadas. Ao se tornar mãe, uma mulher deve ter excelente performance e buscar ser perfeita, desde a concepção, como única responsável pelo bom andamento da gestação e parto. E quando o bebê nasce, ela deve procurar renunciar a muitas coisas pelo filho, além de ter que tentar estar sempre serena e plena”, argumenta Glaucineia Gomes de Lima, docente do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi.

““É díficil para uma mulher distinguir o que é seu desejo e o que é exigência a satisfazer. Ao se tornar mãe, uma mulher deve ter excelente performance e ser perfeita; levar a termo gravidez sem problemas; dar à luz sem a menor preocupação; se ocupar de seu filho com alegria;  amamentá-lo, retomar rapidamente o seu trabalho; cuidar bem de sua casa, enquanto se ocupa dos outros filhos; perder rapidamente os quilos que ganhou na gravidez, ficar bela, sedutora, ter vida social e ser bem-sucedida profissionalmente. Na falta de ser a mãe perfeita como ‘deveria’, sofre por não se ver como uma boa mãe”, completa.

Na maioria dos arranjos familiares, a mãe segue sendo vista como a figura principal nos cuidados com os filhos e com a casa, sendo a paternidade, em geral, entendida como facultativa. A situação pode ser ainda mais delicada para aquelas mulheres que criam seus filhos sozinhas, as mães solos. “O mal-estar materno é silenciado, visto como obrigação. O cansaço materno é normalizado, romantizado, mas essa condição não pode ser sustentada”, enfatiza a professora.
O estado psíquico da mãe influencia no modo como ela lida com o que pode ser vivido como traumático na maternidade. Ou seja, uma mãe que não está bem psiquicamente poderá ter na sobrecarga materna o aumento do seu mal-estar. A mulher pode cuidar-se, desde o momento em que descobre a gestação, seja ela desejada ou não. O acompanhamento pré-natal com orientações dos profissionais, o apoio da família, a participação em grupos de informações e trocas com mães mais experientes podem ajudar na vivência do nascimento do bebê e ao longo de sua jornada como mãe.
Além disso, os cuidados com a criança não são de responsabilidade única dos genitores e cuidadores. Devemos pensar em uma forma de cuidado mais democrática que vai recair sobre as expectativas de educação das crianças e a construção de sociedade mais cooperativa", complementa a professora e psicanalista Glaucineia.

A especialista explica ainda que a rede de apoio poderá ser construída, com vizinhos, família, amigos, como um lugar de afirmação amoroso e condição de responsabilidade social. Não existe uma receita única para viver a relação muito particular com o filho. Podemos considerar uma visão mais conectada com a complexidade da vivência da maternidade e a possibilidade de compartilhar o cuidado tão delicado com um bebê, com uma comunidade atenta e capaz de compreender que ser mãe é um percurso, que exige um tempo de construção. É resultado de cultura e se inscreve em evolução permanente. É importante refletir sobre como conciliar a maternidade com as exigências do mundo atual", “conclui.

Glaucineia Gomes de Lima é docente do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi, psicanalista e estuda feminilidade e maternidade, A especialista está disponível para entrevistas sobre o tema.  

Sobre a Universidade Anhembi Morumbi
A Universidade Anhembi Morumbi oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Seus oito campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, Morumbi, Vale do Anhangabaú, São José dos Campos e Piracicaba. 
Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. 
Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em https://portal.anhembi.br/

Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de 'Transformar o Brasil pela Educação', a Ânima Educação é o maior ecossistema de educação de qualidade do país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é formada por uma comunidade de aprendizagem com cerca de 350 mil pessoas, composta por mais de 330 mil estudantes e 18 mil educadores, distribuídos em 18 instituições de ensino superior. Está presente em 12 estados, nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, e em quase 550 polos de ensino digital por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão oito marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2021, a Ânima foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Em 2020, foi reconhecida como uma das cinco Empresas mais Inovadoras do País, na categoria Serviço, de acordo com o Anuário de Inovação do Valor Econômico; e conquistou, em 2019, o prêmio Mulheres na Liderança, na categoria Educação, iniciativa da ONG Women in Leadership in Latin America (WILL). Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.


 

 
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