15/02/2022 às 18h23min - Atualizada em 16/02/2022 às 00h00min

Não são apenas os humanos: micróbios podem pegar carona nas naves e viajar pelo espaço

Viajar pelo espaço não é um privilégio da raça humana: micróbios podem pegar carona nas naves espaciais que exploram a imensidão do cosmos

Olhar Digital
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Muitos homens e mulheres têm tido a oportunidade de viajar para além do nosso planeta, seja com propósito científico ou mesmo praticando o chamado “turismo espacial”. No entanto, esse não é um privilégio da raça humana: diversos micróbios podem pegar carona nas naves espaciais que exploram a imensidão do cosmos.

Microbiologistas que estudam ambientes extremos estão à procura desses microrganismos presentes em superfícies de naves espaciais que poderiam potencialmente contaminar os ambientes “imaculados” do espaço sideral

Tamas Torok coletando amostras de campo na Uzon Caldera, um ambiente vulcânico localizado na Península de Kamchatka, no Extremo Oriente russo, para encontrar extremófilos – organismo que consegue sobreviver ou até necessita fisicamente de condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra. Crédito: Eric Mathur

Novo fungo foi batizado em homenagem a microbiologista

Agora, uma nova cepa fúngica foi identificada em uma instalação de montagem de naves espaciais, e sua descoberta foi registrada em um estudo publicado no Journal of Fungi. Batizada de Parengyodontium torok, o fungo recebeu esse nome em homenagem a um microbiologista do Berkeley Lab, Tamas Torok.

Quando novas espécies de plantas ou animais são descobertas, elas são frequentemente nomeadas em homenagem a cientistas famosos ou figuras públicas bem conhecidas. Isso também acontece quando um novo microrganismo é identificado — neste caso, P. torokii, uma nova espécie fúngica do gênero Parengyodontium.

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Cientista afiliado do Berkeley Lab na Divisão de Ciências climáticas e ecossistêmicas, Tamas Torok tem décadas de experiência estudando micróbios em ambientes extremos, com foco na diversidade e abundância de microrganismos em instalações de montagem de naves espaciais de baixa biomassa, que são áreas que controlam micróbios em preparação para materiais irem para o espaço.

“É uma grande honra”, disse ele. “Especialmente porque comecei toda a minha carreira científica com organismos fúngicos. Trabalhei com fungos nos primeiros 18 anos”.

Protocolos de limpeza visam evitar contaminação de micróbios

A nova cepa fúngica mostra a capacidade de produzir biofilme, o que significa que pode se conectar às superfícies e sobreviver aos protocolos de limpeza na instalação de montagem de naves espaciais onde foi descoberto. 

Essa capacidade da cepa de sobreviver em um ambiente de baixa nutrição é preocupante porque essas instalações devem cumprir os requisitos de limpeza das missões robóticas da Nasa

Monitorar essa biocarga — os micróbios presentes nas espaçonaves ou instalações de montagem — é importante para que os cientistas não divulguem erroneamente que a vida extraterrestre tenha sido descoberta se naves infectadas devolverem micróbios à Terra. 

Os cientistas pretendem desenvolver mais pesquisas e novos protocolos de limpeza para detectar e limitar o potencial de contaminação da cepa fúngica nas instalações de montagem de naves espaciais.

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