28/07/2022 às 19h34min - Atualizada em 29/07/2022 às 00h04min

Confira as cinco maneiras mais prováveis para o Universo acabar (ou não)

Todas as teorias que resultam no fim do Universo contém variações extremas de temperatura, explosões e -claro- a formação de buracos negros.

Olhar Digital
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Tudo acaba um dia e, bem, isso deve incluir o Universo em que nós e tudo o que conhecemos vive. Felizmente não devemos presenciar esse fim que ainda deve demorar alguns muitos bilhões de anos (talvez mais) para acontecer. Mas, pensando no nosso conhecimento atual de astronomia e em tudo o que sabemos da origem do Universo, quais as formas mais prováveis dele… acabar? O site New Atlas fez um compilado com cinco hipóteses.

Como o universo pode acabar?

Não precisa nem dizer que há variações extremíssimas de temperatura envolvidas, explosões e a formação de buracos negros, né? Para dar início a essa empreitada, na tentativa de compreender o futuro do Universo, os físico começaram por observar eventos passados, como o início de tudo há 13,8 bilhões de anos: o Big Bang.

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A teoria do Big Bang, que originou o espaço tal qual conhecemos, surgiu da hipótese de que toda matéria do universo estava concentrada em um único ponto do espaço e, por razões ainda desconhecidas, ela começou a se expandir com densidade e temperatura bem altas. Diante do desconhecimento de qual foi exatamente a causa da expansão do Universo, os físicos atribuem o feito à matéria escura.

Hipótese 1

Objeto interestelar destacado em céu estrelado

Objeto interestelar destacado em céu estrelado

Imagem: Alex Konon/Shutterstock

Com isso em vista, a primeira hipótese levantada para o fim do Universo é de um processo que acontecerá em duas etapas, que provavelmente levará um ano googol (100 zeros) para acontecer.

Conhecido como “Grande Congelamento”, esse processo indica que a expansão do Universo provocará o desaparecimento das estrelas, pois elas teriam seus comprimentos de onda esticados até que a luz emitida por esses astros, dentro do espectro de cores visíveis, chegaria cada vez mais perto do vermelho até ultrapassá-lo. Assim, as estrelas -ou o que sobraria delas- ficaria totalmente invisível aos olhos humanos.

As estrelas seriam reduzidas à poeira e gás, até que não haja nenhum tipo de material suficientemente concentrado para gerar o nascimento de novas estrelas.

Na fase “degenerada”, apenas anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros existiriam. Entretanto, eles também estariam fadados ao desaparecimento. Enquanto umas estrelas de nêutrons esfriariam lentamente e se tornariam anãs negras invisíveis e inertes, outras entrariam em colapso e se transformariam em buracos negros.

No ano 10 tredecilhão de anos (43 zeros), não haverá nada além de buracos negros. E ainda assim, eles não seriam eternos, pois, de acordo com Stephen Hawking, esses fenômenos evaporam lentamente após emitir toda radiação contida neles.

Na fase final, ou fase das trevas, quase em 1 ano googol, luz e matéria seriam conceitos distantes. Neste momento, partículas soltas que vagariam sozinhas, a anos-luz de distância uma das outras, sem qualquer interação, por toda eternidade.

Hipótese 2

A segunda hipótese é conhecida por Big Rip, que significa “grande rasgo”. Nessa situação, a matéria escura acelera a sua expansão de forma a “rasgar” a realidade. Se ela expande, o universo observável diminui, e isso resulta em uma dissolução das forças fundamentais que mantém os sistemas, como o nosso Sistema Solar, as galáxias, estrelas e outros astros, coesos.

Logo, essa redução resultaria em uma divisão de todo tipo de matéria em átomos e átomos em partículas ainda menores. A última vítima de toda essa divisão seria o tecido do espaço-tempo.

Os cientistas que defendem essa hipótese, acreditam que, se isso ocorrer, o universo ainda tem 22 bilhões de anos de vida. Aqueles que são contrários a ela afirmam que esse cenário é pouco provável, pois envolve parâmetros que não são realistas.

Hipótese 3

Aqui, ao contrário da hipótese anterior, na qual a matéria escura expandia, a tendência é contrair. Uma possível contração do Universo, resultado de um cabo de guerra entre a gravidade e a matéria escura, que poderia levá-lo a um colapso em si mesmo.

Nesse caso, o universo atingiria a sua expansão máxima e voltaria a se contrair, como se fosse um elástico. Para isso a gravidade precisaria superar a expansão e desencadear a fase de contração.

Tudo começaria a se mover para o centro à medida que o universo encolhesse. Assim como nossa fase de expansão atual, nenhum ser vivo seria diretamente afetado, caso isso acontecesse – não até perto do fim do processo de contração.

Se essa hipótese fosse concretizada, as galáxias começariam a se fundir e as estrelas passariam a colidir. O maior problema nesse caso está na radiação emitida pelo fundo do Universo, de resíduos do Big Bang, porque à medida que os fótons ficam mais próximos do espectro azul, as estrelas passariam a não conseguir irradiar calor para fora de seus corpos e essa situação faria com que elas evaporassem.

Eventualmente, todo o conteúdo do universo seria esmagado, em um espaço muito pequeno, como um “Big Bang invertido”. Os diferentes cientistas que acreditam nessa hipótese dão diferentes estimativas de quando essa fase de contração pode começar.

Há quem acredite que será daqui um bilhão de anos, mas um estudo recente indicou que o início pode estar mais perto: em 100 milhões de anos.

É estimado que a fase de contração dure um bilhão de anos até chegar à unidade do “Big Bang invertido”.

Hipótese 4

Crédito: Wikimedia Commons

Essa teoria surge como uma ramificação da anterior. Em vez de a concentração chegar ao ponto de fundir o Universo, ele, em determinado momento, voltaria a se expandir, graças a processos quânticos que levariam a uma inversão da rota. Essa inversão originaria um novo Big Bang e, consequentemente, um novo universo.

Nesse cenário ocorreria uma cadeia interminável de universos sendo criados e destruídos.

Hipótese 5

(Imagem: CERN)

Como o melhor – nesse caso, a hipótese mais perturbadora – fica para o final, a decadência do espaço-tempo, também conhecida como “bolha de nada”, é apontada como uma das causas do fim do Universo.

De acordo com o físico teórico Edward Witten, que propôs a teoria em 1982, a decadência do espaço-tempo é “um buraco formado espontaneamente no espaço e se expandindo rapidamente para o infinito, empurrado para o infinito qualquer coisa que encontrar”.

Ele parte do princípio de que o universo busca por estabilidade e a teoria quântica de campos indica que o vácuo, largamente presente no Universo, é um sistema de baixíssima energia, que passou de um estado com alta energia, para um estado com menor energia até se estabilizar nesse estado de energia baixíssima energia.

Os físicos acreditam que todos os campos quânticos conhecidos já atingiram o seu estado de equilíbrio, exceto um: o campo de Higgs. Ele parece estar estável, mas a previsão é de que o estado atual não seja o seu estado de energia mais baixa.

O mais assustador é que ele pode ser alterado sem aviso prévio. Inclusive, a mudança de estado pode acontecer neste momento. Se ele fosse alterado, ninguém saberia ainda quais seriam as consequências. Uma coisa é certa, provavelmente as leis da natureza tal qual conhecemos seriam reescritas. Na pior das hipóteses toda a matéria seria destruída.

Entretanto, a boa notícia é que há muita incerteza a respeito dessa ideia. O campo de Higgs também pode ser mais estável do que se suspeita. Afinal, a descoberta do bóson de Higgs foi feita recentemente, então, ainda é preciso de mais estudos sobre o tema.

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