24/07/2022 às 12h03min - Atualizada em 25/07/2022 às 00h01min

Infecção por Covid-19 ainda protege por quanto tempo com avanço da BA.5?

A crise de saúde não terminou e recentemente a subvariante BA.5 passou a causar grande preocupação por conta de sua resistência aos imunizantes

Olhar Digital
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Desde o começo da pandemia da Covid-19 o vírus mudou muito, novas variantes e subvariantes surgiram e a cobertura da vacina conseguiu reduzir o número de mortes em diversas partes do mundo. Entretanto, a crise de saúde não terminou e recentemente a subvariante BA.5 passou a causar grande preocupação por conta de sua resistência aos imunizantes. Mas será que a imunidade concedida por uma infecção prévia por Covid-19 protege contra essa versão do vírus? e por quanto tempo?

Se no começo da pandemia pessoas que já haviam sido infectadas pela doença estavam praticamente livres das chances de contraírem o vírus novamente, isso mudou de forma radical com as novas cepas. Hoje, os casos de pessoas que tiveram infecções diversas vezes são bastante comuns. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA considera uma “janela de infecção” de 90 dias. Ou seja, se você testar positivo para Covid-19, os sintomas ou diagnósticos que persistirem pelos três meses seguintes ainda são considerados como sendo de uma mesma infecção.

No entanto, isso pode estar mudando. De acordo com uma reportagem do The Wall Street Journal, esse intervalo pode estar diminuindo, o que indica reinfecções muito mais rápidas do que o previsto. Isso ocorre, principalmente, por conta da capacidade das novas variantes de burlarem a proteção imunológica, com destaque para a BA.5.

“Não é que depois de 90 dias de repente você se torne totalmente suscetível” à infecção, diz David Dowdy, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins. “É realmente que em 60 dias você está um pouco suscetível e em 90 dias você está mais suscetível e em 120 dias você está ainda mais suscetível.”

“O superpoder dessa nova variante é a reinfecção”, explica Peter Chin-Hong, especialista em doenças infecciosas e professor de medicina da Universidade da Califórnia. De qualquer forma, as chances de você ser infectado por uma mesma cepa em um intervalo pequeno é baixa. A reinfecção em um período curto geralmente é por uma outra variante. 

No entanto, é muito difícil monitorar por qual variante da doença um paciente foi infectado, o que mostra que ter sido contaminado anteriormente não serve como um “passaporte de segurança”, reforçando a necessidade de tomar a vacina contra a Covid-19 e se manter protegido.

Variante BA.5 e seus perigos

Em um novo estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores realizaram experimentos de laboratório para ver como os anticorpos de indivíduos vacinados podem neutralizar as novas subvariantes BA.4 e BA.5 da Covid-19. Como resultado, foi observado que elas são pelo menos 4 vezes mais resistentes a anticorpos em pessoas que receberam imunizantes de RNA mensageiro (mRNA), em comparação com a subvariável BA.2.

De acordo com os autores do estudo, à medida que a linhagem Ômicron da SARS-CoV-2 continua a evoluir, é mais transmissível e mais evasiva aos anticorpos. Especialistas acreditam que essas subvariantes com uma alta taxa de transmissão provavelmente evoluíram da variante BA.2 Ômicron anteriormente dominante.

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Como uma de suas principais características, essas subvariantes carregam mutações em sua proteína spike, que é a parte do vírus que se liga aos receptores ACE2 nas células humanas, para assim poderem entrar nessas células. Diante desse poder de transmissão, Eric Topol, cardiologista e professor de medicina molecular da instituição americana Scripps Research, chamou especificamente a BA.5 de “a pior versão do vírus que já vimos”.

A subvariante BA.5 já foi detectada em pelo menos 22 países e territórios da américa, e é provável que se torne predominante em todas as sub-regiões do continente nas próximas semanas, estima a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Conforme nota da organização, Carissa Etienne, diretora da Opas, convocou os países a trabalharem juntos para atender à crescente demanda por vacinas, medicamentos e outros equipamentos médicos na região. Mais estudos ainda são necessários para entender os perigos da nova cepa.

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