12/07/2022 às 21h16min - Atualizada em 12/07/2022 às 21h16min

Desabastecimento de medicamentos prejudica população de Presidente Kennedy

Desabastecimento afeta todo o mundo

Foto: Ilustrativa

O Município de Presidente Kennedy, através da Secretaria Municipal de Saúde e da Assistência Farmacêutica, esclarece que desabastecimento de medicamentos já está sendo considerado um problema de Saúde Pública que afeta todo o mundo, diante do cenário pós-pandemia.

Dentre os principais motivos etá a escassez de insumos para a indústria farmacêutica e a crescente demanda, que contribui para manter a inflação em alta e preços impraticáveis.

No Município a situação não é diferente, muitos medicamentos constantes da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) não tem sido adquiridos em consequência dessa oscilação de preços, resultando em tentativas repetidas de aquisição sem sucesso.

Contudo, 214 (56,02%) dos 382 itens padronizados são adquiridos pelo Município. Ou seja, praticamente mais da metade dos itens. Isso tudo para expandir o acesso aos medicamentos dos munícipes.

Analisando todo o contexto Municipal, é possível concluir que quanto maior o rol de medicamentos ofertados, maior será a falta deles diante de um período crítico como o que estamos vivenciado.

Diante deste contexto, a alternativa é a prescrição racional, com medicações padronizadas e disponíveis na rede pública, sempre que possível e somente mediante avaliação do profissional prescritor.

Vale ressaltar que a Administração e a Assistência Farmacêutica vêm cobrando e adotando medidas urgentes e cabíveis para solucionar essas questões o mais breve possível.


Ministério da Saúde admite risco de desabastecimento de medicamentos

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) admitem risco de desabastecimento de medicamentos no Brasil. Há pelo menos dois meses, farmácias e unidades básicas de saúde do país tem enfrentado um apagão de alguns remédios, como dipirona, antibióticos, soro e diuréticos.

Como consequência da ausência de medicamentos, há um aumento nos preços dos itens.

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), feita em 106 estabelecimentos como hospitais, clínicas e empresas que fornecem serviço de home care em 13 Estados e no Distrito Federal, revela que quando as mercadorias são encontradas têm preços duas vezes maior que o praticado no mercado.

Motivos para o desabastecimento de medicamentos

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o desabastecimento é causado por diversos fatores, entre eles, a descontinuidade da produção de alguns fármacos pela indústria para priorizar medicamentos com maior demanda gerada pela pandemia de covid-19 e falta de matéria-prima, em decorrência da guerra na Ucrânia e do lockdown na China, que impacta tanto a fabricação do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), quanto a chegada ao país dos estoques já adquiridos, parados na origem pelo fechamento dos portos chineses.

O aumento do petróleo também está atrelado ao problema já que a fabricação das embalagens dos remédios utiliza derivados do produto.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já se manifestou sobre o assunto na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado na semana passada. “Estamos com dificuldade de IFA de dipirona, o que é inaceitável” disse Queiroga.

 


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