12/07/2022 às 10h09min - Atualizada em 12/07/2022 às 10h09min

Entre abril e maio, a área com seca avançou no Espírito Santo

Monitor de Secas registra abrandamento do fenômeno

Em maio São Paulo registrou o abrandamento do fenômeno em comparação a abril, enquanto a severidade da seca se manteve estável no Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A seguir saiba mais sobre a situação atualizada da seca nos quatro estados do Sudeste.

 

Na última atualização do Monitor de Secas, a situação de São Paulo seguiu como a mais severa do Brasil em maio com os 7% de seca excepcional – a mais intensa na escala do Monitor – e 30% de seca extrema, assim como aconteceu em abril. Essa é a condição menos severa desde abril de 2021, quando 5% de São Paulo passou por seca excepcional. Com 100% de seus 248 mil km² passando por seca desde abril de 2021, São Paulo tem a 5ª maior área total com o fenômeno, superior ao território do Reino Unido, ficando atrás de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.

 

Entre abril e maio, a seca avançou de 27% para 41% do Espírito Santo, o que representa o maior percentual desde novembro de 2021, quando 60% do território capixaba passou por seca. Em termos de severidade do fenômeno não houve mudança, já que toda a seca registrada foi na categoria fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Com isso, o Espírito Santo teve a seca mais branda em maio dentre os estados do Sudeste.

 

Em Minas Gerais, entre abril e maio, houve um aumento da área total com seca de 39% para 49% do estado – a maior desde dezembro de 2021, quando o fenômeno atingiu 53% de Minas. As porções com seca excepcional, extrema, grave e moderada seguiram respectivamente nos patamares de 3%, 5%, 10% e 10% do estado nesse período. Já a seca grave avançou de 12% para 22% do território mineiro entre abril e maio, o que não altera a severidade do fenômeno no estado por se tratar do nível menos severo do fenômeno.

 

No Rio de Janeiro, entre abril e maio, a severidade da seca se manteve estável no estado com a estabilidade da seca moderada no patamar de 3% do território fluminense. Além disso, a área de seca fraca permaneceu em 6% do estado. Assim como ocorreu em abril, esta é a menor área total com seca no RJ desde abril de 2021, quando não houve seca moderada no estado e 56% de seca fraca.
 

Considerando as quatro regiões integralmente acompanhadas pelo Monitor de Secas, a maior severidade observada em maio aconteceu no Sudeste, que registrou 4% de seca excepcional, a mais aguda da escala do Monitor. O Centro-Oeste teve a segunda maior severidade de maio com 10% de seca extrema. No Sul houve um abrandamento do quadro com a redução da seca grave de 34% para 20% da região. Já o Nordeste teve a menor severidade de maio com o desaparecimento da seca grave e a redução da seca moderada de 6% para 3% da região.

 

O Sul registrou o maior percentual de área com seca: 88%. Com 87% de seu território com a presença do fenômeno, o Centro-Oeste foi a 2ª região com maior área seca. Já o Sudeste teve 61% de sua área com registro do fenômeno, enquanto o Nordeste segue com o menor percentual de território com seca: 32%.

 

Entre abril e maio, em termos de severidade da seca, dez estados tiveram um abrandamento do fenômeno no último mês segundo o Monitor de Secas: Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Somente em Goiás e Mato Grosso foi registrada a intensificação da seca, enquanto o fenômeno se manteve estável em nove unidades da Federação: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

 

Entre abril e maio, sete unidades da Federação registraram o aumento da área com seca: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Piauí, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Por outro lado, a área com o fenômeno recuou em oito estados: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Nas outras seis unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor, não houve variação do território com seca: Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Assim como em abril, três unidades da Federação registraram seca em 100% do território no último mês: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os demais 18 estados acompanhados pelo Monitor apresentam entre 6,5% e 97,8% de suas áreas com o fenômeno, sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca. Assim como em abril, nenhuma das 21 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor ficou livre de seca em maio.

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, Mato Grosso lidera a área total com seca, seguido por Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. No total a área com o fenômeno foi de 3,11 milhões de quilômetros quadrados e se fosse um país seria o 8º maior do mundo, superando os 2,78 milhões de km² da Argentina.

 

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

 

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além de Tocantins. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

 

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. As instituições que atuam no Monitor de Secas em seus respectivos estados são as seguintes:

 

  • ESPÍRITO SANTO: Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER); a Defesa Civil do Espírito Santo; e a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (CESAN);
  • MINAS GERAIS: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM);
  • RIO DE JANEIRO: Instituto Estadual do Ambiente (INEA);
  • SÃO PAULO: Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

 

A metodologia do Monitor de Secas, em operação desde 2014, foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno  ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. 

 

 


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