Sob a ótica da Paraná Pesquisas, o cenário eleitoral para o governo do Espírito Santo permanece praticamente inalterado desde agosto de 2025.
No levantamento divulgado em 19 de agosto de 2025, Lorenzo Pazolini aparecia com 44,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o vice-governador Ricardo Ferraço registrava 38,7%.
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Mais de seis meses depois, na nova pesquisa realizada entre 8 e 11 de março de 2026, o quadro apresentado pelo instituto mostra pouca variação: Pazolini aparece com 47,3%, enquanto Ricardo Ferraço registra 40,8%.
https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/pazolini-lidera-disputa-pelo-governo-do-es-no-2o-turno-diz-pesquisa/

Na prática, os dois candidatos cresceram em patamares semelhantes e a diferença entre eles permanece praticamente no mesmo nível, indicando um congelamento do cenário eleitoral ao longo desse período, segundo os dados divulgados pelo próprio instituto.
Outro ponto observado é que o levantamento não considera a presença do senador Magno Malta (PL), frequentemente citado nos bastidores como possível pré-candidato ao governo pelo campo conservador. A ausência de um nome com forte recall eleitoral também pode influenciar a leitura completa da disputa.
Além disso, a dinâmica política dos próximos meses tende a alterar o ambiente eleitoral. Lorenzo Pazolini, como prefeito da capital, deverá naturalmente se distanciar da vitrine da máquina administrativa municipal, enquanto Ricardo Ferraço, a partir de abril, tende a assumir maior protagonismo político e institucional dentro da gestão estadual, passando a ocupar os principais holofotes administrativos do governo.
Assim, embora a fotografia apresentada pela Paraná Pesquisas mostre um cenário estável desde agosto de 2025, a movimentação política e administrativa dos próximos meses pode alterar o ambiente da disputa rumo a 2026.
Dados da pesquisa divulgada 13/03/26
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.500 eleitores em 46 municípios do Espírito Santo, entre os dias 8 e 11 de março de 2026. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número ES-05588/2026 e, segundo o instituto, custou R$ 40 mil, pagos com recursos próprios.






